“Vou criar novos céus e nova terra!”

“Construirão casas, e nelas habitarão; plantarão vinhas, e comerão seus frutos.” (Is 65,17.21)

“Novos céus, nova terra”, sociedade edificada na justiça, na garantia de que todos “construirão casas, e nelas habitarão” é a promessa de Deus que, fiel, fez com que seu Filho fizesse morada entre nós. Ao assumir nossa humanidade e morar entre nós (Jo 1,14), Jesus, o Verbo Divino, entra nessa morada, símbolo da fragilidade humana que hoje se revela também na precariedade das habitações. Inspirados no agir de Jesus, nosso agir deve tornar concreto nossos anseios de fraternidade. (CF 2026 – Texto Base: AGIR/PROPOR)

O agir pessoal nos leva a buscar condições mínimas de habitação para cada um de nós e para toda a família. Nossa primeira morada, o nosso corpo, precisa ocupar um local para viver e conviver com os outros. Este lugar digno, a moradia, deverá se tornar um lar, onde se cria um local de acolhida, segurança e pertença, onde as pessoas se relacionam com maior liberdade, se compartilha a vida, buscam-se restaurar as energias, descansar a cabeça e cultivar o amor em meio às diferenças.

O agir comunitário busca criar e manter o bem viver dos povos e o viver bem em comunidade. A realidade do lar se expande para uma casa maior, a comunidade, em que são tecidas relações de mútua ajuda e bem querer, em meio às adversidades, com um senso de uma família maior. Essa família maior cresce para uma casa fortalecida pelo bem comum, na construção de ações no âmbito da cidade e do Estado, com as políticas públicas, em vista da garantia dos direitos fundamentais, o que constitui o agir sociopolítico.

“Tanta gente sem casa e tanta casa sem gente”. É necessário conhecer a realidade do problema da moradia nos bairros e os desafios para garantir esse direito para todos, assim como compreender como uma moradia precária gera graves prejuízos para a vida humana como: adoecimentos e limitações para cuidados da saúde, baixo rendimento escolar das crianças, impossibilidade de descanso adequado para o trabalho, vários riscos físicos, conflitos familiares, entre outros que limitam o pleno desenvolvimento humano. Conhecer e compreender para apoiar, promover, participar de ações com atuações diretas junto às pessoas e às realidades.

A fé nos garante que o Reino já é dado em graça, mas só acontecerá se for construído, e esta construção tem um processo histórico, que exige a intervenção prática dos cristãos e dos homens de boa vontade.

Que a Virgem Maria e sua sagrada família intercedam por nós!

Abraços fraternos,

Equipe de Coordenação,

Cáritas Arquidiocesana de Campinas


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