Campanha chama a atenção para as diferentes formas de violência e para a importância das redes de proteção, fundamentais para que mulheres possam romper ciclos de violência e reconstruir suas vidas.
Durante o mês de agosto, o Agosto Lilás amplia o debate sobre o enfrentamento à violência contra a mulher. Mais do que dar visibilidade ao problema, a campanha chama a atenção para uma questão fundamental: romper um ciclo de violência muitas vezes exige não apenas coragem, mas também acolhimento, proteção e uma rede de apoio.

A violência contra a mulher nem sempre deixa marcas visíveis. Ela pode se manifestar de diferentes formas — física, psicológica, sexual, moral ou patrimonial — e estar acompanhada de medo, dependência financeira, isolamento e dificuldade para procurar ajuda.
Por isso, enfrentar a violência não se resume ao momento da denúncia. É fundamental que existam redes capazes de escutar, orientar, proteger e oferecer condições para que cada mulher possa recuperar sua autonomia e construir novos caminhos.
Acolher também é enfrentar a violência
Na Cáritas Arquidiocesana de Campinas, a defesa da vida e da dignidade humana está no centro de sua atuação. Esse compromisso também se expressa no cuidado e no acolhimento de mulheres em situação de vulnerabilidade.
Entre as iniciativas da instituição está o Abrigo Santa Clara, onde o acolhimento está associado à proteção, à escuta e ao respeito à história de cada mulher.
Mais do que oferecer um espaço seguro, acolher significa compreender que cada trajetória é única. Significa respeitar o tempo de cada pessoa e contribuir para que ela encontre condições de exercer suas escolhas, fortalecer sua autonomia e reconstruir sua vida.
Romper o silêncio não deve ser um caminho solitário
Uma das mensagens centrais do Agosto Lilás é a importância de romper o silêncio que muitas vezes acompanha situações de violência.
Mas nenhuma mulher deveria precisar fazer isso sozinha.
Familiares, amigos, serviços públicos, organizações da sociedade civil e a própria comunidade podem fazer parte de uma rede de proteção. Saber ouvir sem julgar, reconhecer sinais de violência e ajudar na busca por atendimento são atitudes que podem fazer diferença.
Neste Agosto Lilás, a Cáritas Arquidiocesana de Campinas reafirma seu compromisso com a vida, a dignidade e o acolhimento.
Nenhuma mulher deve enfrentar a violência sozinha. Acolher, proteger e oferecer caminhos também são formas de enfrentar a violência.
Onde buscar ajuda em Campinas
Mulheres em situação de violência podem procurar o CEAMO — Centro de Referência e Apoio à Mulher, localizado na Casa da Mulher Campineira. O serviço municipal oferece gratuitamente acolhimento e atendimento especializado, com apoio psicossocial, orientação jurídica e encaminhamento para outros serviços da rede de proteção. O atendimento é sigiloso e não é necessário registrar boletim de ocorrência para buscar ajuda.
CEAMO — Casa da Mulher Campineira
Rua Onze de Agosto, 412 — Centro, Campinas
Atendimento: segunda a sexta-feira, das 8h às 19h
Telefone e WhatsApp: (19) 3735-9499
A Central de Atendimento à Mulher — Ligue 180 também oferece atendimento gratuito, 24 horas por dia, todos os dias da semana. O serviço presta acolhimento e orientação, informa sobre os serviços da rede de atendimento e recebe e encaminha denúncias.
Além do telefone 180, o atendimento está disponível pelo WhatsApp (61) 9610-0180.
Em situações de emergência ou risco imediato, a Polícia Militar deve ser acionada pelo 190.
Legenda da imagem: Imagem ilustrativa criada por inteligência artificial.
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