“Tu és a minha esperança, ó Senhor Deus” (Sl 71,5)

Caro Colaborador/Colaboradora,

No próximo dia 16 de novembro será celebrado o Dia Mundial dos Pobres e trazemos alguns trechos da carta do Papa Leão XIV para nossa reflexão sobre este dia que pretende recordar que o pobre não conta com as seguranças do poder e do ter; pelo contrário, sofre-as e, muitas vezes, é vítima delas. A sua esperança só pode repousar em Deus. Todas as formas de pobreza, sem excluir nenhuma, são um apelo a viver concretamente o Evangelho e a oferecer sinais eficazes de esperança.

Os pobres são sujeitos criativos que nos estimulam a encontrar sempre novas formas de viver o Evangelho. Diante da sucessão de novas ondas de empobrecimento, corre-se o risco de se habituar e resignar-se. Todos os dias, encontramos pessoas pobres ou empobrecidas e, às vezes, pode acontecer que sejamos nós mesmos a possuir menos, a perder o que antes nos parecia seguro: uma casa, comida suficiente para o dia, acesso a cuidados de saúde, um bom nível de educação e informação, liberdade religiosa e de expressão.

A pobreza tem causas estruturais que devem ser enfrentadas e eliminadas.

À medida que isso acontece, todos somos chamados a criar novos sinais de esperança que testemunhem a caridade cristã. Os hospitais e as escolas, por exemplo, são instituições criadas para expressar o acolhimento aos mais fracos e marginalizados. Eles deveriam fazer parte das políticas públicas de todos os países, mas as guerras e as desigualdades frequentemente ainda o impedem. Trabalho, educação, habitação e saúde são condições para uma segurança que jamais se alcançará com armas. Hoje, cada vez mais, as casas-família, as comunidades para menores, os centros de acolhimento e escuta, as refeições para os pobres, os dormitórios e as escolas populares tornam-se sinais de esperança.

A nossa responsabilidade social tem o seu fundamento no gesto criador de Deus, que dá a todos os bens da terra. Assim como estes, também os frutos do trabalho do homem devem ser igualmente acessíveis. Com efeito, ajudar os pobres é uma questão de justiça, muito antes de ser uma questão de caridade. Como observa Santo Agostinho: “Damos pão a quem tem fome, mas seria muito melhor que ninguém passasse fome e não precisássemos ser generosos para com ninguém. Damos roupas a quem está nu, mas Deus queira que todos estejam vestidos e que ninguém passe necessidades”.

Que Maria Santíssima, consoladora dos aflitos, seja nossa inspiração para sermos sinais eficazes de esperança para os pobres.

Abraços fraternos,

Equipe de Coordenação,

Cáritas Arquidiocesana de Campinas


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