“Não vos esqueçais da hospitalidade, pois, graças a ela, alguns, sem o saberem, hospedaram anjos”
(Hb 13,2)
Caro Colaborador/Colaboradora,
O atual contexto mundial é tristemente marcado por guerras, violência, injustiças e fenômenos meteorológicos extremos, que obrigam milhões de pessoas a deixar a sua terra natal em busca de refúgio noutros lugares. A realidade que enfrentamos é desafiadora. Segundo a Organização Internacional para as Migrações (OIM) já são mais de 281 milhões de migrantes internacionais no mundo. O Alto Comissariado das Nações Unidas para os Refugiados (ACNUR) aponta que, em 2025, ultrapassamos a marca de 120 milhões de pessoas deslocadas à força. No Brasil, estima-se que mais de 1,3 milhão de migrantes e refugiados estejam atualmente vivendo em nosso território, vindos especialmente da Venezuela, Haiti, Bolívia, de países africanos e também do Oriente Médio, muitos em condições de alta vulnerabilidade.
Desde 1914 a Igreja tem celebrado o Dia Mundial do Migrante e do Refugiado como uma ocasião para demonstrar solicitude pelas diferentes categorias de pessoas vulneráveis que estão se deslocando, para orar por elas enquanto enfrentam muitos desafios e para aumentar a conscientização sobre as oportunidades oferecidas pela migração. Os migrantes e refugiados se tornam “missionários da esperança” nas comunidades em que são acolhidos, contribuindo muitas vezes para revitalizar a sua fé e promover o diálogo inter-religioso baseado em valores comuns.
O Catecismo da Igreja Católica ensina: “A virtude da esperança corresponde ao desejo de felicidade que Deus colocou no coração de todo o homem; assume as esperanças que inspiram as atividades dos homens” (CIC 1818). E é certamente a busca da felicidade – e a expectativa de a encontrar em outro lugar – uma das principais motivações da mobilidade humana contemporânea.
Neste ano em que celebramos o Jubileu da Esperança, o tema “Migrantes, missionários da esperança” foi escolhido para o 111º Dia Mundial do Migrante e do Refugiado, que será celebrado em 4 e 5 de outubro. A ligação entre migração e esperança revela-se claramente em muitas das experiências migratórias dos nossos dias. Muitos migrantes, refugiados e deslocados são testemunhas privilegiadas da esperança vivida no quotidiano, através da sua confiança em Deus e da sua capacidade de suportar as adversidades, em vista de um futuro em que vislumbram a aproximação da felicidade e do desenvolvimento humano integral.
Que Deus nos ajude a acolher os migrantes e refugiados, reconhece-los como irmãos e irmãs, parte de uma família onde possam expressar os seus talentos e participar plenamente na vida comunitária.
Abraços fraternos,
Equipe de Coordenação,
Cáritas Arquidiocesana de Campinas
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