“Bem-aventurado aquele que não perdeu a sua esperança” (cf. Sir 14, 2)
Caro Colaborador/Colaboradora,
O Dia Mundial dos Avós e dos Idosos, foi celebrado neste ano no domingo, 27 de julho. Foi instituído pelo Papa Francisco em 2021: uma ocasião para refletir sobre como a presença dos avós e idosos pode se tornar um sinal de esperança em cada família e comunidade eclesial. O tema escolhido pelo Papa Leão para este ano jubilar, “Bem-aventurado aquele que não perdeu a sua esperança”.
O envelhecimento populacional é um fenômeno social observado no mundo inteiro. O Brasil também envelhece: hoje, 14,7% da população tem mais de 60 anos. Em 2050, serão 31%. Ou seja, em três décadas o país vai dobrar o número de pessoas idosas. Uma realidade que, de um lado, representa uma grande conquista social e, de outro, uma grande preocupação pois, em pouco tempo, o país precisa se preparar para atender, em todos os segmentos, os desafios que uma população de cabelos brancos requer, exige e merece.
O Papa Leão nos lembra que na Bíblia, Deus mostra várias vezes a sua providência dirigindo-se a pessoas idosas. Foi o que aconteceu a Abraão, Sara, Zacarias, Isabel e também com Moisés, chamado a libertar o seu povo quando tinha oitenta anos (cf. Ex 7, 7). Com estas escolhas, Ele ensina-nos que, aos seus olhos, a velhice é um tempo de bênção e graça e que, para Ele, os idosos são as primeiras testemunhas da esperança…Com efeito, só se compreende a vida da Igreja e do mundo na sucessão das gerações. Por isso, abraçar um idoso ajuda-nos a entender que a história não se esgota no presente, nem em encontros rápidos e relações fragmentárias, mas se desenrola rumo ao futuro…Quantas vezes os nossos avós foram para nós um exemplo de fé e devoção, de virtudes cívicas e compromisso social, de memória e perseverança nas provações!
Em todas as partes do mundo, as nossas sociedades estão a habituar-se, com demasiada frequência, a deixar que uma parte tão importante e rica do seu tecido social seja marginalizada e esquecida. Perante esta situação, é necessária uma mudança de atitude, que testemunhe uma assunção de responsabilidade por parte de toda a Igreja, chamada a tornar-se protagonista da “revolução” da gratidão e do cuidado, a realizar-se através de visitas frequentes aos idosos, criando para eles e com eles redes de apoio e oração, tecendo relações que possam dar esperança e dignidade àqueles que se sentem esquecidos.
Que Deus nos ajude a assumir a responsabilidade com os nossos idosos e sermos sinais de esperança, em todas as idades!
Abraços fraternos,
Equipe de Coordenação,
Cáritas Arquidiocesana de Campinas
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