“Já não vos chamo servos(…). Eu vos chamo amigos.” (Jo 15,15)

Caro Colaborador/Colaboradora,

A Igreja no Brasil tem se aberto ao esforço permanente de ouvir a voz do Espírito. Da voz das comunidades brasileiras se houve o clamor pela superação da indiferença e do individualismo. A amizade social parece ser o caminho que o Espírito tem indicado à Igreja para superação das mazelas em nossas relações interpessoais até a resolução de conflitos intereclesiais.

Esse não é um caminho novo, mas talvez a indicação do retorno ao modelo das primeiras comunidades, que viviam a comunhão em todos os âmbitos da vida. A amizade social é a nossa vocação para formar uma comunidade feita de irmãos que se acolhem mutuamente e cuidam uns dos outros. A fraternidade é o amor distintivo do discípulo de Jesus.

A amizade cristã é vivência do amor, amizade que constrói comunhão, forma comunidade, é a marca do discípulo e a prova de que o ministério de Jesus tem continuidade no serviço daqueles que são seus. Jesus demonstra a comunicação do seu amor-amizade, quando vai ao encontro de Marta e Maria que em tempo recente haviam perdido o irmão (Jo 11).

Triste pela relação rompida com Lázaro e compassivo com a dor das irmãs, Jesus se permite ter os sentimentos dela e chora. Tendo a salvação em suas mãos, Ele deixa entre os três um dos seus sinais mais claros ao chamar Lázaro para fora do túmulo, o sinal de amor-amizade que Ele espera ser o vínculo entre seus discípulos. Em nosso tempo, se desejamos construir vínculos de amizade que também comuniquem o que recebemos do Pai, a ação de Jesus deverá ser o modelo.

A cultura do encontro nos ajudará a superar as relações líquidas e fugazes, superficiais e impessoais. A compaixão nos fará enxergar o coração do outro e nos ajudará a escolher diálogos, não conflitos. O anúncio da esperança fará com que esses vínculos tenham sua origem no único que pode livremente dar a vida: Jesus Cristo.

Os sinais da salvação se comunicarão, então, como dom e dádiva que vêm do Senhor, como confirmação dos nossos esforços em permanecermos unidos à videira verdadeira. (CF 2024 – Texto Base: ILUMINAR: Vós sois todos irmãos)

Que Maria, Mãe de Deus e da Igreja, em cujo ventre o Salvador foi gerado, possa nos acompanhar com sua presença materna, unindo e fortalecendo os vínculos de fraternidade e amizade em nossas famílias, na sociedade e em toda a humanidade.

PARABÉNS PARA AS MAMÃES!


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